Na rede me pescou, inocente no teatro dos like’s
De um Parabéns Ctrl+C, no palco aberto e global
Num sorrisinho Ctrl+V, não preciso encarar a mim mesmo
Na história de um pescador, fujo ao desafio assumido
E sinto a agulha da solidão, do marinheiro sozinho
Nunca estive tão só, mesmo enredado aos demais
O canto da sereia encantou, na selfie, enquadrada e perfeita
Quadrada vida imperfeita, esconde o Self vazio
Te vejo ao longe sumindo, Horizonte vai-e-vem perdido
Tão longe e tão perto, que nem me conheço mais
FaceLicidade simulada, desplugado do real
Cada segundo distraído, conectado ao surreal
Mal noto o anzol que me espeta, sangro hemorragia ferida
aberta
Sem dar-me inteiro ao irmão, melancolia ao lado do mais próximo
Frustrado num flash de espelho, vejo a ausência do Eu-Offline
Mas logo busco a anestesia, da droga pra solidão interativa
Deslizando em redes de relações, que ocupa minutos entre a
rotina
Rolando a timeline a petelecos, no vicio da rede social
Doce a entorpecer, tira a força do ideal
Unplugged now

